
O que não acontece com a seleção principal, aconteceu com meninos da olímpica. Sob a batuta do veterano Daniel Alves, foi bonito de ver, mas também deu certa agonia.
Na estreia nas Olimpíadas de Tóquio, o Brasil venceu nesta quinta-feira (22), em Yokohama, a Alemanha por 4 a 2. Mas, poderia tranquilamente ter feito sete ou mais.
Richarlison que pediu e recebeu a mística camisa 10, balançou as redes três vezes. Paulinho saiu do banco para fechar o placar com um golaço no fim da partida. Para os alemães, marcaram Amiri e Ache, ambos na segunda etapa, quando o Brasil vencia por 3 a 0.
Na reedição do jogo da última final olímpica, realizada no Brasil, em 2016, o técnico André Jardine transformou o 4-3-3 – formação mais usada na preparação do time olímpico em um 4-4-2.
Com a mudança, quem se deu bem foi o Pombo. O camisa 10 formou dupla com Matheus Cunha. Em apenas 30 minutos de jogo, ele já havia marcado balançado as redes 3 vezes.
E como é bom assistir novamente uma dupla de atacantes jogando, fazendo lembrar grandes parcerias do nosso futebol como, Romário e Bebeto, Romário e Ronaldo, Ronaldo e Adriano, e por ai vai… Só não foi melhor porque os meias jogaram muito abertos e participaram pouco da construção por dentro, algo que precisa ser corrigido. Com a bola nos pés, é essencial que, pelo menos um dos meias atue por dentro para fazer melhor essa ligação e abrir espaços para os laterais. Não faz sentido ficar preso a lateral do campo, precisa haver movimentação.
Ainda assim, foi um atropelo brasileiro desde o início da partida. Foram 12 finalizações, com várias chances claras, no primeiro tempo. Os alemães, finalistas da Euro sub-21 em 2017, 2019 e 2021, avançaram a marcação para impedir a saída de bola brasileira, mais com muita qualidade técnica e ótima visão de jogo dos seus atletas, o Brasil achou espaços e não perdoou.
Destaque para a dupla de volantes formada por Douglas Luiz e Bruno Guimarães, e os laterais Guilherme Arana e Daniel Alves. E volto a dizer, com uma participação maior dos meias na construção, poderia ser ainda melhor, mas isso não significa que tenham jogado mal, muito pelo contrário.
O segundo tempo parecia que seria no mesmo ritmo. Mas a Alemanha descontou e veio a agonia. Amiri aproveitou rara chegada próxima da área e chutou. A bola quicou, enganou Santos, que falhou no gol alemão.
Com o susto, O Brasil voltou à pressão e teve a expulsão do capitão Arnold, da Alemanha, depois de entrada em Daniel Alves. Quando parecia que estava tudo resolvido, bola na área e Ache marcou o segundo dos Alemães.
No fim, depois de novas oportunidades desperdiçadas, veio o gol mais bonito da partida. Paulinho recebeu na entrada da área, cortou para dentro e colocou no ângulo, fechando o placar com chave de ouro.

Pelo grupo D, no domingo, às 5h30 – horário de Brasília -, o Brasil encara a Costa do Marfim, novamente no estádio Internacional de Yokohama. Os africanos venceram a Arábia Saudita por 2 a 1, também nesta quinta. Os árabes enfrentam a Alemanha, 8h30, na sequência. Apenas duas seleções por grupo se classificam para as quartas de final.
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